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Regularização de obra

SERO: como funciona a regularização de obra na Receita Federal

O SERO substituiu a DISO e centralizou a aferição de obras no e-CAC. Entenda o que declarar, como o INSS é calculado e o caminho até a CND.

Equipe Kontymax 4 min de leitura

Resposta rápida

O SERO usa os dados da obra para apoiar a aferição das contribuições previdenciárias. Informações incorretas podem alterar o resultado e dificultar a emissão da certidão.

Precisa fazer ou revisar o SERO da sua obra?

A unidade de Torres pode analisar CNO, características da construção, documentos e dados usados na aferição antes de concluir a regularização.

Antes de concluir o SERO, revise 3 frentes

01

CNO e cadastro da obra

Confirme responsável, endereço, datas, área e vinculações antes da aferição.

02

Características e documentos

A classificação da construção deve ser sustentada pela documentação disponível.

03

Efeito previdenciário

O resultado precisa ser conferido antes das etapas seguintes de declaração, pagamento e certidão.

O SERO (Serviço Eletrônico para Aferição de Obras) é o sistema da Receita Federal em que a obra é declarada e o INSS da construção é apurado. Em vigor desde 2021, ele substituiu a antiga DISO (Declaração e Informação Sobre Obra) e o ARO, unificando no e-CAC um processo que antes exigia atendimento presencial.

Quem precisa declarar no SERO

A declaração no SERO deve ser feita pelo responsável pela obra inscrita no CNO, seja a pessoa física que construiu ou reformou, a empresa dona da obra ou a construtora por empreitada total, sempre que for necessário regularizar a construção e emitir a CND da obra, normalmente para averbação, venda ou financiamento.

O que é informado na declaração

  • Dados da obra: número do CNO, endereço, áreas (principal e complementares), destinação e categoria da construção.
  • Período de execução: datas de início e conclusão, informação decisiva para a análise de decadência em obras antigas.
  • Mão de obra utilizada: notas fiscais de empreiteiras com retenção de INSS e remunerações já declaradas, que abatem o valor apurado.

Como o INSS da obra é calculado

Na aferição indireta (o caminho mais comum para pessoa física), o sistema estima a remuneração da mão de obra empregada a partir da área construída, da destinação, do tipo e do padrão da obra, e aplica sobre ela as contribuições previdenciárias. Empresas com escrituração contábil regular podem ter a obra aferida pela contabilidade, geralmente com resultado mais preciso. Detalhamos os fatores e as formas legais de reduzir o valor no artigo sobre aferição de obra pelo INSS.

Depois de transmitida, a declaração do SERO gera débito na DCTFWeb. A análise de abatimentos, decadência e enquadramento deve, portanto, ser feita antes do envio.

Da declaração à CND: o fluxo completo

  1. Declaração transmitida: o SERO envia a apuração para a DCTFWeb Aferição de Obras.
  2. Emissão do DARF: o débito apurado é pago em DARF numerado gerado na própria DCTFWeb.
  3. Certidão liberada: com o débito quitado ou inexistente, a CND vinculada ao CNO é emitida no site da Receita.

Ainda existe DISO?

Não. Quem procura por "DISO" hoje encontra o SERO: declarações de obra são feitas exclusivamente pelo novo sistema. Processos iniciados na época da DISO e não concluídos precisam ser refeitos no SERO.

Conclusão

O SERO simplificou o acesso, mas não o conteúdo: a declaração continua sendo uma apuração tributária, em que cada campo afeta o INSS a pagar. A Kontymax faz o diagnóstico prévio, a declaração e o acompanhamento até a certidão. Conheça o serviço de regularização de obra.

O valor calculado pelo SERO pode ser parcelado?

Sim. Depois de preencher a aferição, o SERO apresenta a memória de cálculo. Ao concluir e transmitir a DCTFWeb Aferição de Obras, o débito é formalizado e o DARF fica disponível para pagamento.

Se o responsável não puder pagar o valor integralmente, a Receita Federal informa que o débito pode ser parcelado. Há, porém, uma regra importante: o parcelamento só pode ser negociado depois do vencimento. Nessa situação, o débito recebe multa de mora de 20% e juros pela taxa Selic.

Como fica o passo a passo quando não é possível pagar à vista?

  1. Conferir a memória de cálculo do SERO antes de concluir a aferição.
  2. Transmitir a DCTFWeb Aferição de Obras e gerar o DARF.
  3. Se optar pelo pagamento à vista, quitar o DARF no vencimento.
  4. Se precisar parcelar, aguardar o vencimento e negociar o débito pelos serviços de parcelamento da Receita Federal.
  5. Depois de regularizado o débito, acompanhar a certidão da obra.

O SERO não oferece uma escolha de “parcelar antes do vencimento” no momento da aferição. A própria Receita orienta que a negociação do parcelamento ocorre somente após o vencimento, com os acréscimos legais.

Parcelar impede a certidão da obra?

Não necessariamente. A Receita distingue a CND da CPEND. Se a obra não tiver outras pendências impeditivas e o débito estiver a vencer ou com a exigibilidade suspensa por um parcelamento regular, poderá ser emitida a Certidão Positiva com Efeitos de Negativa (CPEND).

A CND e a CPEND possuem o mesmo valor legal e podem ser utilizadas para a averbação da obra, conforme a finalidade da certidão. Isso significa que o proprietário não precisa, em regra, esperar o pagamento de todas as parcelas apenas para depois tentar avançar com a averbação.

Veja também o guia sobre CND e CPEND de obra.

Fonte oficial

As regras acima foram conferidas nas orientações da Receita Federal sobre regularização pelo SERO.

E quando a pessoa jurídica precisa organizar a contabilidade durante a obra?

O SERO é a etapa de regularização. Para construtoras e empresas com obras recorrentes, a escrituração, a folha e os documentos precisam ser organizados antes do encerramento. Veja nossa contabilidade para construtoras.